segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Controle
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Seu
Vejo no meu passado seu sorriso me secando. Sua boca observando. E seus olhos me devorando. Curto tempo, muita vida. Felicidade aparecida. Deitado sob seu travesseiro, a luz do quarto acesa para melhor observação da vida que acontecia lá. Gesticulando quando não podia se ouvir suas promessas, talvez em vão. Incrédulo da possibilidade de começar a viver essa vida, da probabilidade de ter encontrado a sua. Confortável eram as noites calmas após os dias berrantes. Curado estava dos traumas que ela a vida me trouxe. Decidido então joguei ela fora pra esquecer tais absurdos. Adotei a sua. Com a certeza de que nunca precisaria reviver a vida desvivida que descartei. Pois ela voltou, somatizada. Traumatizada. Morta viva. Vida. Gritando a verdade. Se vingando com maldade. Para a minha insanidade. Foi-se então o futuro. Que, agora escuro, só revela que é tarde. Vida foi de repente. Aceitei por bem da gente. Pensando que novamente a vida te traria de presente. Mas você quis ir embora. Levou sua vida agora. E deixou minha alma doente.
sábado, 15 de agosto de 2015
Fim
Me ajuda a preencher
O vazio que há em mim
Não consigo escrever
Atinando o seu sim
É difícil entender
Não sei para onde eu vim
Onde eu fui me meter?
Bem longe do meu jardim
Então já que aqui estou
Talvez não seja ruim
Refletir pra onde eu vou
Antes de outro estopim
Já não sei mais quem errou
Tento não enxergar assim
Minha mente se esgotou
Por recordar nosso fim
terça-feira, 21 de julho de 2015
Ainda não
Quando o coração pulou
E a palavra escapou
Só me restou a certeza
Da verdade que soltou
Quando você me tocou
E atitude manchou
Só me restou a vergonha
De demostrar seu valor
Quando a palavra faltou
E a resposta esgotou
So me restou o vazio
De encarar eu como sou
Quando um dia acabou
E a noite se espalhou
Só me restou a tristeza
De perder mais um amor
Quando você me gritou
E a lágrima secou
Só me restou a esperança
De saber que não acabou
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Equilíbrio
Medindo a profundidade
do buraco que cavei
Incitando a maldade
no coração que encontrei
Pois eu sei que era verdade
o estrondo que causei
Se hoje há felicidade
é porquê te encontrei
Se ontem me fizeram mal
amanhã te amarei
Mesmo longe, é imortal
a verdade que guardei
Já aceito a moral
dos passados que passei
Me encontrava em baixo astral
e por ti não ficarei.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Consciência
Machuca sem pensar na dual ilusão de que no final as coisas magicamente dão certo. Não é desse jeito que funciona. Sofre um com a dor da verdade enquanto o outro tenta remediar com sal grosso. As pessoas são agitadas. Correm atrás de um mundo de coisas fúteis e se enrolam cada vez mais no novelo da amargura e angústia. Apaga o fogo, afaga o dorso, morde o lábio, esconde o coração. Vive a vida, esconde a azia, retira lágrimas e leva consigo. Deita a noite sobre sua cama, recebe o aconchego de seu cobertor tranquilamente. Acorda de manhã e levanta pra comer. Sorri pra todos como se fosse único. Anoitece novamente. Mais um dia confinado no reality show da agonia onde a audiência é sua índole. Foge, corre, escreve o que sente... A palavra vergonha está no texto.
Desenrola.
Simplifica.
Ajeita.
Pensa.
Isso é felicidade? Esse padrão de vida é o ideal. Espero que não. Espero que fique. E que não esconda mais um coração.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Tu disseste
Eu vou mudar você
Seu jeito de ser
Até de pensar
Até de comer
Lutar por você
Não vou desistir
Acredita em mim
Acredita sim
Vamos conversar
Até amanhã
Até enjoar
Até de manhã
Que bom que acredita
Veja que bonito
Agora vou embora
Finge que não existo.
