quarta-feira, 24 de junho de 2015

Equilíbrio

Medindo a profundidade
do buraco que cavei
Incitando a maldade
no coração que encontrei

Pois eu sei que era verdade
o estrondo que causei
Se hoje há felicidade
é porquê te encontrei

Se ontem me fizeram mal
amanhã te amarei
Mesmo longe, é imortal
a verdade que guardei

Já aceito a moral
dos passados que passei
Me encontrava em baixo astral
e por ti não ficarei.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Consciência

Machuca sem pensar na dual ilusão de que no final as coisas magicamente dão certo. Não é desse jeito que funciona. Sofre um com a dor da verdade enquanto o outro tenta remediar com sal grosso. As pessoas são agitadas. Correm atrás de um mundo de coisas fúteis e se enrolam cada vez mais no novelo da amargura e angústia. Apaga o fogo, afaga o dorso, morde o lábio, esconde o coração. Vive a vida, esconde a azia, retira lágrimas e leva consigo. Deita a noite sobre sua cama, recebe o aconchego de seu cobertor tranquilamente. Acorda de manhã e levanta pra comer. Sorri pra todos como se fosse único. Anoitece novamente. Mais um dia confinado no reality show da agonia onde a audiência é sua índole. Foge, corre, escreve o que sente... A palavra vergonha está no texto.
Desenrola.
Simplifica.
Ajeita.
Pensa.
Isso é felicidade? Esse padrão de vida é o ideal. Espero que não. Espero que fique. E que não esconda mais um coração.