Machuca sem pensar na dual ilusão de que no final as coisas magicamente dão certo. Não é desse jeito que funciona. Sofre um com a dor da verdade enquanto o outro tenta remediar com sal grosso. As pessoas são agitadas. Correm atrás de um mundo de coisas fúteis e se enrolam cada vez mais no novelo da amargura e angústia. Apaga o fogo, afaga o dorso, morde o lábio, esconde o coração. Vive a vida, esconde a azia, retira lágrimas e leva consigo. Deita a noite sobre sua cama, recebe o aconchego de seu cobertor tranquilamente. Acorda de manhã e levanta pra comer. Sorri pra todos como se fosse único. Anoitece novamente. Mais um dia confinado no reality show da agonia onde a audiência é sua índole. Foge, corre, escreve o que sente... A palavra vergonha está no texto.
Desenrola.
Simplifica.
Ajeita.
Pensa.
Isso é felicidade? Esse padrão de vida é o ideal. Espero que não. Espero que fique. E que não esconda mais um coração.