sexta-feira, 14 de março de 2014

Silencioso

Hoje eu chorei seco. Minhas lágrimas invisíveis de medo deixaram claro a sobreposição das minhas alegrias pelo meu medo inexorável. As lembranças de um sonho ruim foram o estopim para uma série de pensamentos dolorosos pra alguém fraco desse jeito. Foram me corroendo. E eu, como se fingisse de vítima, gritava socorro. Tão alto para minha mente. Tão silencioso para os outros. Como se ao meu redor um isolamento acústico mental fosse estabelecido e somente eu ouvisse minhas lamentações e murmúrias.
Acontece que esse bloqueio tomou conta do meu dia e, com a resistência do lutar, tão corriqueira para mim, apenas fiz de sorrir... Vazio. Temeroso dessa incerteza, preferi permanecer sorridente e vazio a ter que, mais uma vez, implorar ajuda, mesmo sabendo que ela aparece. Pois isso me incomoda. Mais uma vez fui derrotado por esse  sentimento de perda e descartabilidade, eu me compreendo, mas as feridas não estancam. Mais fácil seria se o mundo soubesse que um sorriso não significa felicidade.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Coragem

Tudo o que ele faz... Tudo o que ele fala... As suas ações...
São por medo.
Olha pra ele, tão sorridente, querendo aparecer, cheio de medo. Escondendo o que há de melhor por achar que suas ações vão o crucificar. Quanta criancice. Será que ele não lembra dos momentos bons em nenhum nem um pouco? Já cansei dessa mania de achar que sempre vai estar sozinho mesmo comigo aqui.
Não vê?!
Não é possível que o orgulho dele seja maior que o amor que queira demonstrar. Olha pra ele. Bem ali. Triste por que quis. Se despedindo mentalmente de toda a sua coragem por um simples ato. Talvez ele não repare tão cedo que são as ações dele que o prejudicam dessa forma. 
Volta aqui!
Não foge!
Encara!
Vive!
Pelo amor de Deus.