Aqui estou eu. Cheio dos meus orgulhos e desconfianças. Novamente. Sem pseudônimos. Eu.
Mas não a mesma pessoa, talvez um pouco melhor, mas nada o suficiente pra afirmar minha sanidade. Não tenho diagnóstico, assim eu fujo dos problemas com mais facilidade. É o maior medo do homem. Vim retratar meu abandono psicológico. E, por causa dele, estou aqui novamente. Ao invés de nos braços ternos de alguém que possa me escutar e responder às minhas dúvidas.
Meu desabafo começa por volta de 1998, quando eu finalmente me dei conta de que era um nada. Uma criança de quatro pra cinco anos revoltada por receber um pedaço menor de doce de uma avó. Qualquer