Sou criança no modo de ser, mas a verdade é que não suporto ser tratado como tal. Mentes pra mim na doce inocência de que eu acreditaria. Mas que infantil de sua parte achar que eu acreditaria. Rio de saber do fato de que a criança, na verdade, não sou eu. Mas ao perceber tal calúnia me sinto ofendido e, num pico de emoção, a lágrima presa em meu coração transborda para minha face.Agora o céu está chuvoso, não por consequência de uma razão poética, mas da triateza do sentimento que carrega a lama consigo me faz perceber que o único mdo de limpar toda essa sujeira e insensatez é a chuva violenta.
Um dia me disseste que nossa eternidade seria melhor que a vida que sempre tivemos, mas a lama tomou conta da calçada e, como num ápice de um clima invernal, a chuva não apareceu para limpá-la.
Deparando-me com desprezíveis miásmas fétidos não pude evitar minha surpresa. Contudo, o silêncio tomou conta de minha voz. Ao deitar-me com tal lembrança em minha memória, ouvi seu grunido a perguntar o que de mal havia... O que de mal havia? Comigo? Mesmo? Não! Não! Isso é errado! A vida é errada por não ser perfeita? A culpa não é dela! A culpa da imperfeição da vida é de quem espalha em seu coração a sujeira da amargura e a calúnia paludosa despudoradamente. A vida é perfeita... Nós a tornamos suja em seu redor e depois reclamamos dela...
A verdade, creia, eu já sei.
Verdades não conseguem ser escondidas... Mas você me insulta com detrações injuriosas, apenas por acreditar que sou crinaça. Digo, não pretendo deixar de ser criança no modo de ser, quero ser feliz. Mas só serei mesmo, acredite, quando a chuva triste, porém necessária, voltar para limpar de vez a calçada e conscientizar você de que sou feliz assim.
Portanto, não suje minha calçada de mentiras e dor.
