Eu não ligo de mostrar
este sorriso antes tolido.
Quando ele aparecia,
era logo proibido.
Ainda bem que eu sou fútil
e sorrio assim forçado.
Pelo menos eu não minto
um discurso enfeitado.
E o Deus que tu ofendia,
pra me botar mais pra baixo.
Sempre é o que me guia,
te tirou do meu capacho.
Obrigado, meu senhor
Por me tirar de um buraco...
Pra me colocar em outro
Bem mais fundo, lá em baixo.
Que pessoa eu seria
se não desse esse recado?
Ontem me diminuía,
hoje sou o seu passado.
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