Que pensa e que age de forma insegura
Disserta da vida um velho bloqueio
Procura no outro a possível cura
Eu vejo a destra demonstrar anseio
Apontando pra frente, esquecendo a amargura
A outra, portanto, reage em receio
Canhota errada na corda segura
Me conta, aparece, pra dizer que veio
Pra eu poder ver o sorriso e ternura
Com olho molhado, cerrado e cheio
Que um dia a terra comerá em secura
Eis que, em minha frente, aparece o espelho
E a desesperança portanto perdura
Mas logo depois, lá atrás... ajoelho
É você falando: "És meu, minha doçura"
Belo poema, de uma alma inquieta!
ResponderExcluirExatamente! Falando nisso, o que seriamos de nós de não fossemos inquietos, né =)
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA inquietude ou insatisfação é o que nos move!
Excluir