Numa inesperada manhã, a Madame Angustia acorda preocupada. Como se seus sonhos estivessem mais e mais distantes. Ao levantar serena e sorridente, a jovem senhora olha ao redor como se o feixe de luz que adentrava as ventanas das janelas a distraíssem da realidade. Reanimada, ela vai ao quarto de sua irmã, a Dona Insegurança, e alerta que naquele dia fizera um ano desde o começo de uma nova estação de suas vidas. A Dona Insegurança, preocupada, não hesitou em temer mais uma vez algo que acontecera há tempos, revivendo o maior sentimento se sua irmã mais velha. Imediatamente, então, ela telefona à sua filha sra. Depressão, pedindo para que não saísse nem na rua, pois não deveria arriscar que algo novo pudesse acontecer. Desesperada, a sra. Depressão se vê em um conflito onde teria que escolher acatar aos pedidos patéticos de sua mãe ou simplesmente ir comprar seu pão como toda manhã o faz.
A filha inconformada lembra-se de que foi há um ano que sua tia havia ficado em estado de alerta. Mesmo não entendendo o motivo a reflexão levou ela a acatar... Logo olhos para o berço de sua filha, a pequena Esperança. Tenra e suave face fizera chorar. Pois sua covardia não permitia esquecer que, o que aconteceu à sua tia havia se repetido mais duas vezes no seguinte ano, talvez não na mesma intensidade, mas com pessoas que saíram do cotidiano comum para mexerem com a vida de cada uma e logo depois estranhamente partirem. A sra. Depressão não aceitava a condição porca em que influenciava sua filha, deixando-a dormir por mais tempo para que não percebesse que sua familia desestruturada estava em ruínas.
Entretanto, a pequena menina abre os olhos, levanta e vai brincar como num dia normal. Pois que nada havia acontecido a ela.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Ruínas
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