sexta-feira, 29 de junho de 2012

Moça

Ela é o exemplo de primor sob forma de mulher. Leve pele, estável feitio, perfeita sincronia. Bela jovem que demonstra a mais pura arte apenas por existir. A expressão amena de seu sorriso me dá a impressão que meu coração dança governado por música jubilosa e envolvente.
Se esconde debaixo de seus cabelos lisos face meiga e lívida como brancas orquídeas em manhã de primavera. Seu pescoço exala doce aroma de baunilha dando vazão à uma suave clavícula levemente interligada aos seus frágeis braços finos com seus dedos ternos e unhas coloridas. Seus graciosos seios distraem a visão de um invejável abdome que, em delicadas linhas, contornam seu corpo até suas pernas, formando um lugar onde tais linhas mostram-se tênues, carinhosas, doces como caramelo.
Seus pés gordos com dedos pequenos trazem uma sensação de leveza ao meu espírito como, certamente, leva ao seu corpo, tais pés merecem um parágrafo só pra eles.
Me escondo como se um amanhã triste dominasse o infinito. No momento prefiro ver-te e reparar-te, moça bonita, a arriscar poder tocar-te e nunca mais sua beleza ver.

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